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Snifar passwords com o Wireshark

Instalar o Wireshark Packet Sniffer

Requisitos

• Um PC com acesso à Internet no qual se tenham privilégios administrativos.

• Este artigo foi criado em Windows 7

Abrir o browser e aceder a WireShark.org

Fazer o download e instalar a última versão da aplicação que inclui também o driver WinPCap.

Nota: Se tiver problemas com o WinPCap em Windows 10, instalar a versão disponível em http://www.win10pcap.org/

 

Iniciar uma captura

Iniciar a aplicação.

No menu Capture, seleccionar Options

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Verifique que as suas interfaces estão em modo promíscuo. Carregue em Manage Interfaces

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Na janela Manage Interfaces, seleccionar a interface onde se pretende capturar o tráfego.

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O Futuro das Ameaças Cibernéticas


As ameaças cibernéticas surgem ao mesmo ritmo que as novas tecnologias e, com os computadores a ser agora uma parte crítica de nossa infra-estrutura - desde os nossos smartphones e carros até aos sistemas nacionais de energia e mesmo as prisões –, os danos potenciais são catastróficos. As grandes multinacionais e as pequenas empresas locais usam a infra-estrutura online para facilitar a inovação económica e tecnológica. As agências de defesa e inteligência dependem de redes virtuais para gerir operações distantes, analisar dados de espionagem e implementar a segurança interna, a logística militar e os serviços de emergência.

A dependência global da Internet cresce a cada dia e muitos países estão agora dependentes de uma infra-estrutura cibernética que permite o funcionamento dos mercados financeiros, redes de transporte, impostos e redes de energia, bem como dos organismos públicos que protegem a saúde e a segurança dos seus cidadãos.

Com este crescimento surgem riscos cada vez maiores, bem como oportunidades. As ameaças persistentes avançadas reflectem os riscos colocados pelos adversários com a sofisticação, recursos e determinação para causar danos reais e permanentes, explorando a arquitectura das redes e do ciberespaço em si. A maior ameaça é o envolvimento do Estado. Enquanto um phisher desonesto ou ataque de malware podem ser o equivalente criminal de um assaltante de rua, os ataques patrocinados pelo Estado usam todos os recursos e sofisticação tecnológica de James Bond. A resistência é extremamente difícil e esses ataques são muito difíceis de atribuir a alguém, pois eles podem ser encaminhados através de qualquer país ou escritos em qualquer idioma.

Uma vez que a Internet é uma tecnologia em evolução que encerra um enorme potencial e vulnerabilidades, os problemas de cibersegurança têm também impacto nas questões de liberdade na Internet, na arquitectura das redes e no potencial económico do ciberespaço. Estamos no início de uma nova e perigosa era da ciberguerra e os governos devem ser encorajados a cooperar a fim de identificar e punir os criminosos. Mas não sejamos ingénuos sobre isso; eles estarão simultaneamente envolvidos em espionagem cibernética uns contra os outros.  

Ameaças cibernéticas para 2013

 

Botnets na Nuvem



A tendência para mover a estrutura de computador para a nuvem (cloud) pode não só comprometer os dados, mas também ser usada para criar rapidamente um exército de computadores zombie, também conhecido como botnet.

Nos últimos anos, o continente africano tornou-se altamente ligado à rede mas muitos dos sistemas operativos utilizados são pirateados, o que significa que não recebem actualizações de segurança. Portanto, África é um grande alvo para hackers e está a ser usado como base para atingir outros países –utilizando ataques de comando e controle, negação de serviço, phishing, e spam.

O novo cabo submarino de fibra óptica ao longo da costa leste da África permitiu um rápido crescimento no número de utilizadores com ligações de alta velocidade à Internet, criando uma grande oportunidade para os atacantes infectarem máquinas novas e criar novos bots. Um número crescente de utilizadores em países servidos pelo cabo teve acesso a ligações de banda larga, mas sem a consciência sobre a necessidade de protecção dos seus computadores, abrindo uma nova frente para as botnets.

Agora, os africanos não estão a atacar, estão a ser atacados e usados. Se as empresas em África ainda conseguem alguma segurança, os utilizadores governamentais e utilizadores finais estão totalmente expostos devido a uma falta de consciência e dinheiro para investir em software legítimo e seguro.
  

História das Ameaças Cibernéticas: A Nova Guerra Fria (Presente)


Esta é a década da computação na nuvem, da ascensão do hacktivismo e do nascimento da ciberguerra real. Quem sabe o que mais vai acontecer? Os ataques cibernéticos continuam a aumentar a um grande ritmo, crescendo 42% em 2012 em relação ao ano anterior e os especialistas em segurança de TI não têm nenhuma razão para acreditar que isso vai abrandar. Pelo contrário, a maioria dos especialistas acredita que as ameaças cibernéticas não só irão crescer em frequência, mas também se tornarão mais sofisticadas. Os hackers agora ou são criminosos decididos a ganhar dinheiro, hactivistas a protestar ou governos empenhados em atingir os seus próprios cidadãos ou atacar outros governos, quer por espionagem ou guerra cibernética. Este novo nível de sofisticação e recursos torna a vida muito difícil para os responsáveis pela defesa das redes contra ataques.  

 

Marcos históricos


2010


Dezenas de empresas de tecnologia - a maioria em Silicon Valley - vêm as suas redes de computadores ser infiltrados por hackers localizados na China. A Google revela publicamente que tem sido alvo de um ataque altamente sofisticado e focado sobre a sua infra-estrutura empresarial, também originário da China, que resultou no roubo de propriedade intelectual. Os ataques são baptizados Operation Aurora e os media oficiais chineses respondem afirmando que os incidentes são parte de uma conspiração do governo dos EUA.

Operation Aurora

A Grã-Bretanha anuncia que vai dedicar mil milhões de dólares à construção de novas defesas cibernéticas. Iain Lobban, director do Government Communications Headquarters, afirma que o país enfrenta uma "real e credível" ameaça de ataques cibernéticos por Estados hostis e criminosos visto que os sistemas governamentais são atacados cerca de 1.000 vezes a cada mês, ameaçando a economia britânica.

História das Ameaças Cibernéticas: Um Novo Mundo (2000s)

Nesta nova década, o consumidor médio é persuadido a utilizar o cartão de crédito na Internet para compras, aumentando os riscos de roubo cibernético. A maioria das empresas de cartões de crédito oferece seguros e ex-hackers são contratados pela indústria para projectar medidas de segurança melhoradas.

Os ataques cibernéticos tornam-se mais frequentes e destrutivos e crianças, utilizando programas automatizados que executam funções que eles não poderiam realizar por si sós, executam muitas dessas acções, atingindo grandes empresas e causando graves perdas financeiras. O ataque por negação de serviço (DoS) torna-se um instrumento de guerra e os ataques são projectados para paralisar sites, redes financeiras e outros sistemas de computador, inundando-os com dados de computadores externos.

Juntamente com estes ataques criminosos contra bancos e indústrias dependentes da net, há um aumento da ameaça do terrorismo cibernético. Esta é a década do 11 de Setembro e os ataques nos Estados Unidos geram diversas reacções de diferentes grupos, com o FBI a emitir advertências de possíveis ataques terroristas através da Internet. Alguns acreditam que a ameaça é real e possível, a qualquer momento, enquanto alguns o negam afirmando ser quase impossível com todos os sistemas de segurança existentes.

Marcos Históricos


2000


Michael Calce, um canadense de 15 anos de idade, com a alcunha "Mafiaboy" lança uma séria de ataques DoS contra grandes empresas com altos níveis de segurança e vários sites de comércio electrónico. Entre os que são atacados está o fabricante de computadores Dell, a gigante da média CNN, e os sites de compras Amazon e Ebay. A fim de fazer isso, Mafiaboy consegue acesso ilegal a 75 computadores em 52 redes diferentes e instala uma ferramenta de DoS que então activa e usa para atacar diversos sites da Internet, causando cerca de 1,7 mil milhões de dólares em perdas.

Mafia Boy

História das Ameaças Cibernéticas: A Expansão da Internet (1990s)

Embora o hacking se tenha expandido e gozado de algum tipo de glorificação durante os anos 80, no final da década começou a formar-se uma divisão dentro da comunidade de hackers. O princípio hacker da "liberdade de tecnologia" foi mudando, e uma geração mais jovem interessada em proveito individual surgiu, levando a um aumento no número de hackers que já não estavam satisfeitos com a exploração benigna de sistemas apenas para aprender como eles funcionavam.

Este lado obscuro fragmentou-se ainda mais quando vários grupos independentes formaram "gangues electrónicos", com o objectivo de aceder às informações sensíveis alojadas dentro de grandes instituições, como centros de pesquisa governamentais e educacionais. À semelhança do que acontece com gangues de rua convencionais, não demorou muito para que esses grupos começassem a lutar entre si e, no início dos anos 1990, deu-se uma escalada das disputas internas que congestionaram as linhas telefónicas e as redes e culminaram com o desmembramento e acção judicial contra vários grupos.

Paralelemente, o fim da guerra fria é um factor muito importante, pois permite que a Internet se espalhe livremente em toda a antiga URSS, com grande impacto em ambos os lados da agora ferrugenta Cortina de Ferro.

Marcos históricos:


1990


A Grande Guerra Hacker começa com a Legion of Doom e os Masters of Deception envolvidos em quase dois anos de guerra online, bloqueando linhas telefónicas, monitorizando chamadas e invadindo os computadores particulares uns dos outros.

Na resposta à falha do sistema telefónico da AT&T que, em 15 de Janeiro, deixou 60 mil clientes sem linha de telefone por nove horas, as autoridades federais invadem o quarto de Mark Abene (Phiber Optik), de armas em punho, e confiscam o seu equipamento informático. Abene e os outros membros dos MOD vêm as suas casas ser revistadas e os seus bens apreendidos pelos Serviços Secretos dos EUA, em grande parte devido a suspeitas governamentais de terem causado a falha da rede da AT&T. Algumas semanas depois, a AT&T admite que o acidente foi resultado de uma actualização de software nos sistemas de comutação da sua rede de longa distância, ou seja, erro humano da sua parte.

Phiber Optik

A Steve Jackson Games, uma empresa de jogos de RPG em Austin, Texas, é invadida. O Serviço Secreto apreende computadores e discos na sede da empresa e também na casa de um de seus funcionários, Loyd Blankenship (The Mentor) um ex-membro da Legion of Doom. Blankenship está a escrever um jogo de RPG chamado Cyberpunk GURPS que os agentes interpretam como um manual para a criminalidade informática.

GURPS

História das Ameaças Cibernéticas: Ascensão da Cultura Hacker (1980s)


Depois de John Draper e dos seus inspirados assobios electrónicos terem ganho uma grande audiência, houve uma grande mudança na computação e os hackers gozaram uma espécie de época de ouro nos anos 80. A sociedade começou a ter consciência da existência de hackers à medida que os computadores se tornaram cada vez mais acessíveis e as redes cresceram tanto em tamanho (número de terminais) como em popularidade (número de utilizadores) durante o final dos anos setenta e início dos anos oitenta.

Durante os anos 80, a população de hackers provavelmente subiu 1.000 vezes e há três acontecimentos que contribuíram de forma decisiva para esse facto. Os computadores pessoais e os seus clones foram colocados à disposição do público a preços baratos. As pessoas podiam agora dar-se ao luxo de comprar um terminal e configurar uma BBS. E onde se encontra uma BBS, encontram-se hackers.

O filme WarGames filme retrata a existência do hacking e o potencial poder associado a esta actividade. Em WarGames o hacking é exibido como algo glamoroso e aparentemente fácil. O filme lança uma luz sobre a face oculta do hacking e introduz o público em geral ao fenómeno. Isto cria um grau de paranoia generalizada com a ameaça de hackers entrarem em qualquer sistema de computador e lançarem mísseis nucleares. No entanto, para o vasto público adolescente o filme transmite uma mensagem diferente. É implícito que os hackers conseguem garotas. Garotas bonitas...

Quase ao mesmo tempo, dois livros tiveram um grande impacto na cultura popular: Cyberpunk, por Bruce Bethke, e Neuromancer, de William Gibson. A combinação dos factores acima mencionados catapultou a cultura hacker para as primeiras páginas dos principais meios de comunicação.

No final dos anos 80, o PC de casa tornou-se mais prevalente, mas as grandes empresas ainda dominavam o mercado da tecnologia. No entanto, os computadores já não estavam limitados a ser coisas de amadores entusiastas e utilizadores empresariais, qualquer pessoa, incluindo os hackers e os que aspiram a sê-lo, podiam adquirir um computador para os seus próprios fins. Os modems, que permitiam que os computadores comunicassem uns com os outros através de linhas telefónicas, também foram mais amplamente disponibilizados alargando significativamente o alcance dos hackers.

Enquanto os phreakers ainda estavam a soprar os apitos nos receptores de telefone, um novo tipo de delinquente surgiu: o cracker. Este termo, disputado até hoje, refere-se a um hacker criminoso que usa as suas habilidades com intenções criminosas muito além da simples exploração de sistemas de computador. Esta nova raça de hackers, dirigiu o seu conhecimento e tenacidade para actividades claramente criminosas, incluindo a distribuição de software pirata comercial, jogos, e os vírus e worms que poderiam praticamente fechar sistemas. Clubes de hackers e crackers cresceram em popularidade tornando-se nada menos do que uma epidemia e, em 1986, o governo dos EUA tentou combater o problema aprovando passando o Computer Fraud and Abuse Act.  

Marcos Históricos:

 

1980


Steve Bellovin, Tom Truscott e Jim Ellis desenvolvem e instalam a USENET para a arquitectura UNIX para UNIX Copy (UUCP). A USENET assemelha-se a um sistema de BBS, mas há uma grande diferença: a ausência de um servidor central e administrador dedicado. Assim, a USENET é uma rede descentralizada de notícias distribuídas entre muitos servidores que armazenam e encaminham mensagens uns para os outros.  

1981


Um grupo alemão de entusiastas da computação com uma forte orientação política cria o Chaos Computer Club (CCC), em Hamburgo.
     Logtipo do CCC

História das Ameaças Cibernéticas: A Era do Phreaking (1970s)


Os anos 70 foram uma década mágica, produzindo um novo tipo de hacker, interessado em sistemas de telefonia. Esses hackers, conhecidos como phreakers, descobriram e exploraram as características operacionais da nova rede telefónica de comutação totalmente electrónica de que lhes permitiam fazer chamadas de longa distância gratuitamente. Na década de 1970, a fronteira cibernética estava aberta e hackear era explorar e descobrir como funcionava o mundo das telecomunicações.

O movimento phreaker é um importante exemplo precoce de subcultura anti-sistema que gera hackers influentes e visionários no reino do computador pessoal. Naquela época, o phreaking exercia um tremendo fascínio sobre os hackers. Tratava-se de desvendar um mistério e partilhar os resultados com os amigos. Não era tanto sobre a exploração nefasta dos telefones mas era mais sobre a compreensão da complexidade do sistema. A única coisa que faltava à cena hacking era um clube virtual onde todos os melhores hackers se pudessem encontrar e para superar isso, em 1978, dois rapazes de Chicago criaram o primeiro Bulletin Board System público.  

Marcos históricos:

 

1970


Após monitorização de cerca de 33 milhões de chamadas em busca de phreakers, a AT&T consegue 200 condenações.

Universidades e indústria de defesa começam a ligar-se à ARPANET e a rede continua em expansão.
  
ARPANET Dezembro 1970  

História das Ameaças Cibernéticas: O Início (1960s)

Nos primeiros anos do século XXI, a palavra "hacker" está associada com a ideia de pessoas à espreita em salas escuras e anonimamente aterrorizando o ciberespaço. Mas o hacking e o phreaking existem desde a década de 1960, quando os computadores eram verdadeiros gigantes alojados em laboratórios restritos acessíveis apenas a alguns excêntricos. Naqueles dias, era impossível a qualquer adolescente comprar um computador e somente profissionais credenciados tinham o privilégio de programar essas máquinas poderosas.

Os hackers originais eram apenas estudantes, programadores e designers de sistemas, entusiastas de uma nova subcultura que originalmente surgiu na década de 1960 em torno do Tech Model Railroad Club (TMRC) do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Os membros deste grupo de modelismo de comboios "hackeavam" os seus trens eléctricos, linhas e ligações de modo a fazê-los andar mais rápido e de forma diferente. Um hack era apenas uma solução elegante ou inspirada para um dado problema.

Mais tarde, alguns dos membros do TMRC transferiram a sua curiosidade e habilidades para os novos sistemas mainframe que estavam a ser estudados e desenvolvidos no campus. Nesta altura, o MIT contratou alguns craques para fazerem pesquisa na área da inteligência artificial e computadores. Foram eles que criaram os modelos para a máquina onde vocês estão agora e foram verdadeiramente os primeiros programadores e engenheiros no campo das TI.

Este novo Laboratório de Inteligência Artificial, com seus enormes computadores mainframe, tornou-se o centro de estágio para os primeiros hackers de computadores que surgem assim no MIT. A princípio, "hacker" era um termo positivo para uma pessoa com um domínio dos computadores que poderia impulsionar os programas e os sistemas para além do que eles foram inicialmente projectados para fazer. Para esses pioneiros, um hack era uma façanha de programação e essas actividades eram muito admiradas no sentido em que combinavam conhecimento especializado com um instinto criativo.

Estes primeiros hackers eram entusiastas da programação, especialistas primariamente interessados em modificar programas para optimizar o seu desempenho, adaptá-los para tarefas específicas ou simplesmente pelo gozo de descobrir como funcionavam. Frequentemente, as suas modificações eram ainda mais elegantes que os programas originais que substituíam ou contornavam. Na verdade, o mais elegante e persistente destes hacks é o sistema operativo UNIX, desenvolvido no fim dos anos 60 por Dennis Ritchie e Keith Thompson dos Bell Labs.  

Marcos Históricos:

 

1947


A Tenente Grace Murray Hopper descobre uma borboleta nocturna presa entre os relés num computador da Marinha, o Mark II Aiken Relay Calculator. Ela chama-lhe um "bug", e os operadores afixam a borboleta o registo do computador, com a entrada: "Primeiro caso real de bug encontrado". Mais tarde, Grace Hopper difundiu informação declarando que eles tinham “debugged” a máquina, introduzindo assim o termo "debugging” aplicado a sistemas ou programas de computador.
   PrimeiroBug  

História das Ameaças Cibernéticas: Uma Visão Geral

Antes de me debruçar sobre a história das ameaças no ciberespaço, vou começar por definir o que são e categorizá-las de acordo com a minha visão pessoal sobre o assunto.

Uma ameaça cibernética — ou ciberameaça — pode ser vagamente definida como uma tentativa consciente de obter acesso não autorizado a um sistema de computadores para extrair ou manipular dados ou violar a confidencialidade, autenticidade, integridade ou disponibilidade de dados dentro do sistema.

Há inúmeras maneiras de organizar estas actividades e podem encontrar-se inúmeras opiniões diferentes sobre o assunto. Esta é a minha e eu acho que as ameaças cibernéticas podem ser agrupadas em quatro categorias principais:  

Ciberterrorismo


O ciberterrorismo tornou-se uma das ameaças mais significativas para a segurança nacional e internacional dos estados modernos, e os ciberataques ocorrem com cada vez maior frequência. Sendo um assunto politicamente e emocionalmente carregado, nunca foi possível chegar a um consenso internacional sobre o desenvolvimento de uma definição globalmente aceite do termo "terrorismo".

Portanto, existem literalmente centenas de definições de terrorismo, muitas delas influenciadas pela visão política dos seus criadores. Eu não vou entrar nesse debate, mas vou citar uma descrição política de terrorismo utilizada pela Assembleia Geral da ONU, em 1994: "Actos criminosos destinados ou planeados para provocar um estado de terror no público em geral, num grupo de pessoas ou pessoas particulares para fins políticos são injustificáveis em qualquer circunstância, independentemente das considerações de natureza política, filosófica, ideológica, racial, étnica, religiosa ou qualquer outra que possa ser invocada para justificá-los."

Tendo isto em consideração, como podemos definir ciberterrorismo? É, obviamente, um termo muito controverso, com muitas definições possíveis, dependendo do âmbito das acções realizadas. Tentando evitar todo o debate em torno da motivação, objectivos e métodos envolvidos, eu definiria o ciberterrorismo como a utilização da Internet e das tecnologias de informações para organizar e executar ataques contra as redes de computadores, sistemas e infra-estruturas de telecomunicações com motivações ideológicas.  

Ciber Terrorismo

Padrão de cifrassinatura aumenta a segurança cibernética

A cifrassinatura (signcryption), criada na Universidade Carolina do Norte em Charlotte pelo professor Yuliang Zheng, é uma tecnologia que protege a confidencialidade e autenticidade de forma integrada e simultânea e é particularmente útil na computação em nuvem para garantir a confidencialidade e transmissões autenticadas. A International Organization for Standardization (ISO) publicou uma norma para uma tecnologia de chave pública que combina assinatura e criptografia de uma mensagem numa única etapa.

O primeiro esquema de cifrassinatura foi apresentado pelo Professor Yuliang Zheng em 1997 e ele continua a sua pesquisa nesta nova tecnologia revolucionária na Faculdade de Computação e Informática. Depois de um processo de quase três anos, a Organização Internacional de Normalização (ISO) reconheceu formalmente os seus esforços de pesquisa como um padrão internacional.

Notícias da adopção ISO surgem simultaneamente com relatórios diários de ciberataque e crimes cibernéticos em todo o mundo. Zheng disse que o programa também vai aumentar a segurança e privacidade de computação em nuvem. "A adopção da cifrassinatura como um padrão internacional é significativo de várias maneiras", disse ele. "Agora, será o padrão mundial para proteger a confidencialidade e autenticidade durante as transmissões de informação digital."

"Isso também irá permitir que os dispositivos menores, como smartphones e PDAs, 3G e 4G comunicações móveis, bem como as tecnologias emergentes, tais como identificadores de radiofrequência (RFID) e redes de sensores sem fio, realizem funções de alto nível de segurança", disse Zheng ". E, através da realização destas duas funções ao mesmo tempo, podemos economizar recursos, seja de tempo de um indivíduo ou seja energia, levando menos tempo para executar a tarefa."

Há também muitos outros esquemas de cifrassinatura que foram propostos ao longo dos anos, cada um deles com seus próprios problemas e limitações, e oferecendo diferentes níveis de serviços de segurança e os custos computacionais.

35 Falsos sites do Facebook


O Security Web-Center encontrou 35 sites utilizando o Facebook para phishing. Estes spammers criam páginas falsas que se parecem com a página de entrada do Facebook. Se introduzir os seus dados, email e password, numa destas páginas o criminoso grava a sua informação.


As pessoas por detrás destes websites, usam depois essa informação para aceder às contas de Facebook das vítimas e enviar mensagens aos seus contactos de modo a divulgar ainda mais os sites ilegítimos. Nalguns casos, os criminosos tentam obter proveitos financeiros explorando a informação pessoal que detêm. Verifiquem a lista de sites:

Novas botnets no horizonte


O recente encerramento da botnet ChangeDNS, que infectou mais de 4 milhões de computadores e estava sob o controle de um único grupo de criminosos, levantou um novo conjunto de preocupações. O maior efeito da vulgarização das botnet e de outras ferramentas de exploração de segurança do computador, pode ser uma nova onda de grandes ataques, impulsionada por pessoas que simplesmente compram o seu malware a partir do equivalente a uma loja de aplicações ou o alugam como um serviço.

O mercado das botnet não é novidade, tem vindo a evoluir durante anos. Mas o que é novo é o modelo de negócios dos criadores das botnet, que amadureceu ao ponto de já se começar a assemelhar aos mercados de software legítimo. Um exemplo desta mudança é um bot de desvio do CAPTCHA para Facebook e Twitter chamado JET, que é vendido online abertamente.

JET Facebook Wall Poster
O bot JET para Facebook

O Projecto Tor vira-se para a Amazon

O Projecto Tor oferece um canal para pessoas que desejam encaminhar as suas comunicações online de forma anónima e este canal tem sido utilizado por activistas para evitar a censura, bem como por aqueles que procuram o anonimato por razões mais nefastas. Agora, as pessoas envolvidas neste projecto para manter uma camada de segredo da internet, voltaram-se para a Amazon para adicionar largura de banda ao serviço. De acordo com alguns especialistas, a utilização do serviço de cloud da Amazon vai tornar a monitorização mais difícil para os governos.

O serviço de cloud da Amazon (chamado EC2- Elastic Compute Cloud) oferece uma capacidade de computação virtual. Os responsáveis pelo Tor estão a convidar as pessoas a inscreverem-se no serviço a fim de criar uma ponte - um ponto vital da rede secreta de comunicação através do qual são encaminhados. De acordo com os mesmos responsáveis pelo Tor, através da criação de uma ponte, os utilizadores doam largura de banda para a rede Tor e ajudam assim a melhorar a segurança e a velocidade com que todos os seus utilizadores podem aceder à internet.

Militares dos EUA prontos para a guerra cibernética


Os militares dos EUA estão agora legalmente autorizados a lançar operações ofensivas no ciberespaço, disse na quarta-feira o Comandante do Comando Estratégico dos EUA, menos de um mês após ter dito que isto era um trabalho em andamento.

O General Robert Kehler, da Força Aérea, disse neste mais recente sinal de aceleração dos preparativos militares dos EUA para a guerra cibernética "eu não acredito que precisemos de mais autorizações explícitas para conduzir operações ofensivas de qualquer tipo". E acrescentou ainda, referindo-se ao quadro jurídico que "Eu não acho que haja qualquer questão sobre a autoridade para conduzir operações".

Cyber-Warfare

Mas ele também disse que os militares ainda estavam a abrir caminho através de regras de empenhamento em guerra cibernética que estão além da "zona das hostilidades", ou zonas de batalha, para as quais foram aprovadas.

O Comando Estratégico dos EUA é responsável por uma série de áreas para as forças armadas dos EUA, incluindo operações espaciais (como satélites militares), assuntos do ciberespaço, "dissuasão estratégica" e combate a armas de destruição maciça. O Ciber Comando, um sub-comando, começou a operar em Maio de 2010 enquanto a doutrina militar, as autoridades legais e as regras de empenhamento ainda estavam a ser trabalhadas para aquilo a que os militares chamam os mais recentes potenciais “domínios de batalha”.

"Quando se justifique, iremos responder a actos hostis no ciberespaço como seria para qualquer outra ameaça ao nosso país", disse o Departamento de Defesa no relatório. "Todos os estados possuem o direito inerente de legítima defesa, e nós reservamos o direito de usar todos os meios necessários - diplomáticos, informativos, militares e económicos - para defender a nossa nação, os nossos aliados, os nossos parceiros e os nossos interesses".

cyber-warrior cartoon

As autoridades americanas disseram num relatório ao Congresso no mês passado que a China e a Rússia estão a usar espionagem para roubar segredos comerciais dos EUA e tecnologia e que eles permanecerão "agressivos" nesses esforços. Foi definido o ciberespaço como incluindo a Internet, as redes de telecomunicações, os sistemas de computador e processadores embutidos e controladores em "sectores críticos".

O Pentágono, no relatório ao Congresso tornado público terça-feira, disse que estava a tentar impedir a agressão no ciberespaço através da construção de defesas mais fortes e encontrando maneiras de fazer os atacantes pagar um preço.

Stuxnet 3.0 lançado no MalCon?

Pesquisadores de segurança ficaram chocados ao ver numa actualização do Twitter do MalCon que uma das propostas finalistas de pesquisa é um trabalho sobre as possíveis características do Stuxnet 3.0. Embora isto seja apenas uma discussão e não um anúncio, é interessante notar que o orador que vai apresentar o trabalho, Nima Bagheri, é do Irão.



O resumo do trabalho de pesquisa discute as características de rootkit e os autores de malware podem, provavelmente, mostrar no MalCon uma demonstração com novas pesquisas relacionadas com dissimulação de rootkits e malwares avançados tipo Stuxnet.

O Stuxnet é um worm de computador descoberto em Junho de 2010. Tem como alvo equipamentos industriais Siemens que corram o Microsoft Windows. Embora não seja a primeira vez que hackers têm como alvo sistemas industriais, é o primeiro malware descoberto que espiona e subverte sistemas industriais, e o primeiro a incluir um rootkit com controlador lógico programável (PLC).

O que é alarmante é a recente descoberta (em 01 de Setembro de 2011) pelo Laboratório de Criptografia e Segurança de Sistemas (CrySyS) da Universidade de Tecnologia e Economia de Budapeste, de um novo worm teoricamente relacionado com o Stuxnet. Depois de analisar o malware, chamaram-lhe Duqu e a Symantec, com base neste relatório, continuou a análise da ameaça, classificando-o como "quase idêntico ao Stuxnet, mas com um propósito completamente diferente" e publicou um documento técnico detalhado. O principal componente usado no Duqu é projectado para capturar informações como digitação e informações do sistema e esses dados podem ser usados ​​para permitir um futuro ataque tipo Stuxnet.

Operação Ghost Click do FBI


Resultante de uma investigação de dois anos pelo FBI, chamada Ghost Click, foi preso um gangue de bandidos da Internet que roubaram 14 milhões de dólares depois de invadir pelo menos 4 milhões de computadores num golpe de publicidade online.

Seis cidadãos estónios foram presos e acusados de executar um esquema de sofisticada fraude na Internet em que milhões de computadores em todo o mundo foram infectados com um vírus que permitiu que os ladrões manipulassem a multimilionária indústria de publicidade na Internet. Os utilizadores das máquinas infectadas não tinham conhecimento de que os seus computadores foram comprometidos ou que o software malicioso tinha tornado as suas máquinas vulneráveis a uma série de outros vírus.



Computadores em mais de 100 países foram infectados pelo malware "DNSChanger", que redireccionava buscas pela loja iTunes da Apple para páginas falsas fingindo oferecer o software da Apple para venda, bem como o envio de todos aqueles que procuram informações sobre o U.S. Internal Revenue Service para a empresa de contabilidade H&R Block, que supostamente pagou ao responsáveis pelo golpe uma taxa para cada visitante, por intermédio de uma agência de falsos anúncios na Internet. Desde 2007, o esquema do  DNSChanger infectou cerca de 4 milhões de computadores em mais de 100 países.

A Trend Micro, que ajudou a fornecer informações ao FBI sobre DNS Changer, elogiou a operação de aplicação da lei como a " maior captura de cibercriminosos na história." Apesar dos falsos servidores DNS terem sido já substituídos, muitos ainda podem ser infectados. Clique aqui para aprender sobre como verificar se o seu sistema é parte da botnet do DNSChanger.

O futuro do ciberespaço


O ciberespaço é infinito?


Entre tudo aquilo que hoje temos como dado adquirido, o ciberespaço está perto do topo da lista. A promessa da Internet para o século XXI é disponibilizar tudo em todo o lado e a qualquer hora. Todas as realizações humanas, toda a cultura, poderão estar em breve à distância de um simples clique.


 Quando estamos online, o ciberespaço pode assemelhar-se muito ao espaço sideral ou, para usar um termo muito em voga, "a nuvem". Parece infinita e etérea; a informação está simplesmente lá fora. Mas se pensarmos sobre a energia do mundo real e o espaço físico ocupado pela Internet, começaremos a entender que as coisas não são assim tão simples. O ciberespaço tem existência real no espaço físico e quanto mais demorarmos a mudar o nosso conceito da Internet de modo a ver claramente as suas características físicas, mais perto estaremos de blogar o nosso caminho para a desgraça.

 Agora, tudo o que lançamos para a nuvem, todas as fotos do Facebook e todos os vídeos do Youtube, estão sempre disponíveis para todos. Mas para manter esse compromisso de disponibilidade são necessários muitos prédios enormes, chamados centros de dados ou, mais apropriadamente dado o crescimento inexorável da Internet, server farms.
server farm

 A fim de manter a disponibilidade total, omnipresente, como todos os utilizadores actuais da Internet esperam, muitas coisas têm que acontecer simultânea e continuamente;

  • Os milhões de unidades de disco rígido que armazenam o conteúdo da Internet têm que ser ligados e girar a milhares de rotações por minuto, não apenas num local, mas também em vários sites espelho;
  • O ar condicionado tem que manter os servidores arrefecidos;
  • Redes eléctricas têm de ser estendidas para alimentar estes sites;
  • Terrenos têm que ser adquiridos e construídas infra estruturas para albergar tudo isto;
  • E um monte de electricidade tem de ser gerada, o que significa produzir muito dióxido de carbono.

O consumo do ciberespaço


Quanta? Segundo alguns especialistas, a nuvem já consome 1 a 2 por cento da electricidade do mundo. Isso é o que é preciso para manter 15 biliões de fotos no Facebook, entreter os muitos milhões que constantemente jogam online e hospedar todos os outros conteúdos que queremos sempre disponíveis. Mas a que custo?
A economia do ciberespaço e das server farms não  tem nenhum mecanismo de auto regulação que limite o seu crescimento. As questões-chave para o negócio são como obter energia barata e como manter o tempo de transmissão em milissegundos. As receitas dos serviços como o Facebook e o YouTube não derivam de custos para os utilizadores logo, do ponto de vista de um utilizador inocente, o ciberespaço é infinito, livre e limpo. Enquanto as pessoas não sentirem nenhum custo ao enviar as suas fotos e vídeos, irão fazê-lo e os seus conteúdos irão ficar na nuvem para sempre. O vídeo livre é como a gasolina livre ou o ar condicionado ar livre: quem não pagar a conta de um recurso irá usá-lo sem restrição. E é exactamente isso que está a acontecer no ciberespaço.
Se ninguém vê os seus vídeos no Youtube, ele precisa estar a ocupar espaço físico em vários discos rígidos de propulsão eléctrica espalhados pelo mundo? Num nível mais profundo, o nosso impulso inexorável para criar uma eterna memória abrangente demonstra o medo do esquecimento. Mas será o esquecimento terrível ao ponto de nos levar a conduzir o planeta mais próximo do abismo, a fim de evitar a perda de qualquer migalha de informação, não importa o quão trivial esta possa ser?
server farm

 Mas eu não estou a sugerir que paremos de utilizar a Internet! Nós inventámos a Internet porque temos que comunicar, partilhar, aprender e trocar ideias. Isso é o que nos torna humanos. Daí o pathos do nosso dilema: o impulso lindo e insaciável que temos de comunicar através de todas as distâncias pode estar a levar-nos mais perto da nossa própria destruição. Se desligarmos o sistema e virarmos as costas ao um sonho da comunicação global poderemos estar simultaneamente a morrer por termos sacrificado o nosso sonho humano comum. Este é o drama mais elevado de existência no século XXI: a grandeza do nosso admirável mundo novo tem um custo.

Que podemos fazer para melhorar o ciberespaço?


Então o que podemos fazer? Podemos reduzir as emissões da Internet, encontrando fontes
alternativas de energia, mas seu crescimento galopante vai rapidamente acabar quaisquer ganhos de eficiência que possamos vir a descobrir. Poderemos fazer evoluir os novos modelos de negócios e de governo com rapidez suficiente para atingir um ponto de inflexão do aquecimento global? Provavelmente não, ainda não o fizemos, apesar de tudo o que já conhecemos.
server farm

 O ciberespaço é um lugar onde as nossas acções podem fazer uma grande diferença. Aqueles 15 biliões de fotos e vídeos no Facebook e sabe-se lá quantos vídeos no YouTube não foram lá colocados pelas petrolíferas, fomos nós! Nós, os utilizadores temos o poder de retardar o crescimento da Internet que se revela asfixiante para o planeta. Temos que encarar as emissões de CO2 produzidas pelas nossas actividades online, como custos internos para o planeta. Podemos começar por revelar consciencialização sobre o problema restringindo os nossos uploads, e mesmo retirando alguns. E se, em vez de 1.000 fotos emissoras de CO2 no Facebook, apenas mantivermos as melhores 200? Se ninguém vê o seu vídeo de karaoke no YouTube, apague-o. Ou, pelo menos, guarde-o onde não necessite de estar sempre a consumir energia.
E se a consciencialização e a auto disciplina não forem suficientes? Vale a pena considerar a possibilidade de haver um custo para a partilha de grandes volumes de informação pessoal, tipo um imposto de upload. É a única maneira de conseguir que a maioria das pessoas pare de fazer upload de enormes quantidades de informação inútil para o ciberespaço; têm que pagar pela energia real e espaço que estão a utilizar. A informação será sempre de livre acesso mas esta ideia é que a informação não deve ser necessariamente livre para distribuir e ocupar espaço nos servidores da Internet. Se deseja publicar mais do que uma certa quantidade, deve ter que pagar o aluguer do espaço físico que os seus megabytes e gigabytes ocupam. Se os uploaders tiverem que pagar, muitas das fotos e vídeos que ninguém vê seriam retiradas da Internet e as consequentes emissões de CO2 provenientes das server farms começariam a declinar. O dinheiro do aluguer poderá ir para o desenvolvimento de fontes alternativas de energia, por exemplo.

O futuro do ciberespaço tem um preço


Temos que tirar a nossa cabeça da nuvem e voltar à terra firme onde sabemos que alugar espaço custa dinheiro. A proliferação das server farms que alimentam a ilusão do ciberespaço vai engolir mais e mais terras e cuspir mais e mais gases de estufa. Se a experiência de vida que estamos a preservar online nos custar as próprias vidas, então será melhor confiá-la ao efémero e imperfeito espaço de armazenamento conhecido como o cérebro humano e aceitar os riscos dai decorrentes. Se já perdemos a maioria das peças de Ésquilo, Sófocles e Eurípides, acho que também sobreviveremos à perda do vídeo do Zé a esmagar a lata de cerveja na cabeça. A questão é, será que os Zés do mundo podem continuar a colonizar a nossa terra e a usar a nossa energia sem pagar por isso? Ou será que os devemos fazer pagar por esse privilégio?
Talvez devamos abraçar uma solução à moda antiga para o desperdício de espaço cibernético em vários sites, que ainda é utilizada por essa forma arcaica de comunicação, a televisão. Quando um determinado programa de TV tem audiências muito baixas, é retirado do ar. Talvez os administradores do YouTube, e sites afins, devessem fazer o mesmo para os vídeos que ninguém vê.
Mas o que fazemos à liberdade de expressão?
Outros clamam que o consumo energético da Internet é trivial comparado com os benefícios que trouxe nomeadamente em termos de divulgação de mensagens ecológicas e despertar de consciências para o problema do aquecimento global.
O que acham?

BotTorrent: Um novo paradigma do hacktivismo?

O Low Orbit Ion Cannon, ou LOIC, tem sido ultimamente a ferramenta mais popular para atacar websites. Foi utilizado contra o Visa, Master Card, Paypal e outras instituições pelos hacktivistas Anonymous.


Agora uma nova arma está no horizonte e pode muito bem reforçar a gravidade e a eficiência desses ataques. Se for eficaz, serão postos em movimento ataques provenientes de milhares de computadores no mundo. A diferença? Os utilizadores finais podem nem saber que estão a participar nos ataques.


Pensava que o BitTorrent era apenas para sacar filmes e programas de TV? Nada disso, o protocolo BitTorrent pode ser explorado para iniciar ataques de negação de serviço em larga escala, o que poderá ser usado para derrubar sites de grande dimensão. Essa exploração é baseada na capacidade do BitTorrent para fazer o download de dados sem a ajuda de qualquer servidor centralizado, também conhecido como BitTorrent tracker. Como funciona?


Um utilizador doméstico navega para um motor de busca de torrents para fazer o download de um ficheiro popular (um filme ou série de TV, por exemplo). O ficheiro pode ter vários milhares de leechers e seeders; Esses números podem aumentar para as centenas de milhares de pessoas em alguns casos, dependendo sobre a popularidade do arquivo. Para simplificar, pense em cada leecher como um computador tentando sacar o ficheiro.


O BitTorrent foi originalmente projectado com um servidor central (chamado tracker) em mente, o que ajudaria os utilizadores interessados no mesmo ficheiro a encontrarem-se uns aos outros para facilitar os downloads. No entanto, esses servidores tracker tornaram-se uma espécie de calcanhar de Aquiles do protocolo P2P visto que sempre que um servidor tracker ia abaixo, toda a rede caía. Os programadores do protocolo BitTorrent criaram então uma técnica, baseada na tecnologia DHT Kademlia, para que os utilizadores se encontrem sem um servidor.


Esta tecnologia é baseada em clientes BitTorrent individuais apresentando-se uns aos outros aleatoriamente para estabelecer uma espécie de directório distribuído. No entanto, foi recentemente demonstrado que é possível manipular alguns dos dados trocados por clientes de BitTorrent para introduzir-se a muitos mais clientes na rede que o necessário e, em seguida, dizer aos clientes que um ficheiro popular está disponível num determinado endereço IP.


Ao manipular os dados que estão a ser comunicados entre clientes de BitTorrent, pode-se criar a aparência de disponibilidade de um determinado ficheiro e levar os leechers para tentar uma transferência. O leecher não seria de facto que fazer o download do ficheiro desejado, mas atacar um endereço IP de destino sem o seu conhecimento. Isso resultaria na inundação do host destinatário e, em muitos casos, eventual quebra do serviço no site de destino.


Utilizadores mal intencionados podem utilizar os dados publicamente disponíveis em sites de torrent como The Pirate Bay para encontrar hashes DHT para alguns dos ficheiros mais populares e essencialmente iludir alguns utilizadores a sacar um ficheiro, ou seja, atacar um determinado alvo. Por exemplo, poderia dizer-se que dezenas de milhares de utilizadores têm uma versão recente do Tron Legacy (ainda não lançado!) Na realidade, está disponível num endereço que é realmente o servidor web de uma empresa. Todos os utilizadores interessados tentam imediatamente sacar o ficheiro com esse endereço, bombardeando o servidor com pedidos e, possivelmente, levando-o a ficar indisponível.




Os ataques de negação de serviço distribuída (DDoS), foram recentemente utilizados para derrubar os sites de grandes empresas de como parte da vingança do Anonymous pelas acções tomadas contra o Wikileaks. No entanto, os utilizadores tendem a participar activamente nos ataque DDoS. No caso deste tipo de exploração, os utilizadores podem não estar cientes de que estão a bombardear um servidor de um banco ou outra empresa com pedidos falsos, enquanto estão a tentar sacar um filme.


Esta nova tecnologia, denominada BotTorrent, poderá ter significado revolucionário não apenas em virtude de suas bases criativas, mas em termos de responsabilidade legal., é Claramente improvável que os utilizadores finais sejam processados por realizar um ataque de que eles não tinham conhecimento. Além disso, dado o número de utilizadores desconhecidos a realizar os ataques, a magnitude destes ataques pode expandir-se exponencialmente.

Ciberguerra IV - Operação Payback explicada


Este tipo de campanhas de "hacking" não são um fenómeno novo desencadeado pela situação do Wikileaks. Só para citar um exemplo bem conhecido, em 2003, o site da Recording Industry Association of America (RIAA), sofreu uma série de ataques online depois de terem lançado uma campanha conjunta contra a pirataria de arquivos juntamente com a Motion Picture Association of America (MPAA). Agora, temos esta chamada "Operação Payback", uma nova iniciativa, alegadamente conduzida pelo mesmo grupo de hackers que realizaram os ataques em 2003.

Operation Payback


Acredita-se que outros grupos de hackers se juntaram aos esforços de apoio ao WikiLeaks para atacar aqueles que de alguma forma prejudicaram este site. Ninguém do exterior sabe ao certo quão grande é esta rede mas, especialmente se for real a união de comunidades como a 4chan, ela poderá muito bem ser uma das maiores campanhas unificadas de hacking de sempre.

4chan



Como são executados os ataques?


Usando o Twitter e canais de IRC, provavelmente escondidos, o grupo já conseguiu coordenar os seus ataques de uma forma muito eficaz. A maioria dos ataques até ao momento têm sido do tipo DDoS (Distributed Denial-of-Service) em grande escala e têm sido eficazes a provocar a ruptura de alguns dos serviços nos sites dessas organizações. Este tipo de ataque é um método que chama vários computadores (normalmente em rede como unidades secundárias) para se ligarem de uma só vez e de forma contínua com a vítima do ataque, fazendo com que os seus servidores entrem em colapso devido ao excesso de pedidos a que têm que responder e ao intenso volume de tráfego gerado.


Ou seja, este tipo de ataque tipicamente implica "inundar" um site com pedidos de dados. Os atacantes esperam assim exceder a capacidade de resposta do site de uma forma ou de outra de modo a que este deixe de ter capacidade para responder aos legitimos pedidos de serviço e por isso mesmo se chama Denial of Service-Negação de Serviço.

DDoS

Existem vários tipos de ataques DDoS; alguns exploram os protocolos básicos da Internet que definem como os browsers interagem com as páginas web que queremos visitar enquanto outros enviam fragmentos de pacotes para um alvo que assim que assim passa a estar tremendamente ocupado a juntar estes fragmentos deixando de ter recursos disponíveis para atender aos pedidos dos utilizadores. Contra sites com largura de banda limitada o simples envio de muitos dados, com o consequente aumento de tráfego, pode ser o suficiente para fazer a ligação ficar completamente indisponível.






Essencialmente, o que acontece é que muitas e muitas pessoas martelam sites específicos com pacotes TCP ou UDP ou pedidos HTTP. Os recursos disponíveis são sempre de alguma forma limitados o que significa que, com número suficiente de indivíduos envolvidos, até mesmo grandes sites podem ser asfixiados muito rapidamente.


Os primeiros ataques deste tipo tinham origem numa só fonte mas agora o bombardeamento é tipicamente levado a cabo por muitos computadores, normalmente com o Windows, espalhados pelo mundo e daí o nome "distribuido". A maioria dos ataques é feita utilizando uma botnet.


O que é uma botnet?


As botnets são grupos de computadores, ligados uns aos através da Internet de forma involuntária que podem ser controlados remotamente para desempenhar diversas tarefas tais como enviar "spam mail", executar ataques DDos ou ainda recolher informação pessoal.

As botnets são tipicamente criadas através da infecção de um virus informático ou da instalação de software malicioso (conhecido como malware). Este malware pode assumir diversas formas mas as mais vulgares são aquelas normalmente conhecidas como Cavalos de Tróia em referência ao famoso episódio da Ilíada e porque normalmente se escondem dentro de outro software, muitas vezes cópias ilegais tiradas de sites da Internet que o fazem intencionalmente. Ao instalar este software o utilizador está inadvertidamente a instalar também o Cavalo de Tróia e corre o risco de, sem o saber, estar a disponibilizar o seu computador como mais um zombie pronto a integrar uma botnet às ordens sabe-se lá de quem... 
bornet



A maioria dos participantes na Operação Payback não são hackers - pelo menos não no verdadeiro sentido da palavra. Em vez disso, estes utilizadores usam programas de computador - ou, mais recentemente, basta visitar sites - a fim de auxiliarem no ataque.

O grupo Anonymous tem utilizado uma botnet mas diferente das habituais visto que é composta por máquinas disponibilizadas voluntariamente pelos seus utilizadores para integrarem os ataques através da utilização do Low Orbit Ion Cannon (LOIC).

Esta ferramenta, que foi supostamente criado originalmente para teste de redes, é escrita em C# e podem ser obtida de sites de código aberto como o Github e o Sourceforge.

O LOIC pode ser configurado manualmente pelo utilizador para apontar para um determinado site ou, usando uma opção chamada Hive Mind, para se ligar ao IRC, ou mesmo o Twitter, e usar informações centalizadas para participar num ataque coordenado. Como o C# só funciona em computadores com Windows (em Mac e Linux devem ser instaladas bibliotecas adicionais e fazer uma configuração extra), surgiu agora uma versão Java do LOIC. A variante mais recente do LOIC é um novo conceito chamado JS LOIC onde o "JS" no título significa JavaScript e, apesar de parecer não dispor de tantos recursos como o LOIC ou LOIC Java - e também pode ser mais fácil parar - é realmente muito inteligente.

JS LOIC


Ao invés de exigir ao utilizador o download de um programa, agora basta visitar uma página web com um único arquivo HTML e pressionar um botão para realizar a sua parte de um ataque. Por um lado, o truque de usar o JavaScript para realizar este tipo de ataque de inundação é muito inteligente mas por outro lado, também é bastante assustador.


Até agora, a maioria dos ataques a alvos da Operação Payback não são provenientes de clientes web no entanto isso pode mudar a qualquer momento. Fica aqui o alerta de precaução antes de pensarem em participar nestes ataques; não só é ilegal em muitos países participar voluntariamente num DDoS, como também nunca sabemos exactamente o que está por trás do ficheiro ou do script que estamos a iniciar quando carregamos no botão.

Tal como acontece com muitos outros aspectos da saga WikiLeaks, a natureza distribuída e descentralizada da Internet significa que desligar todos os mirrors destes documentos - ou mesmo para das ferramentas de ataque - é um exercício de futilidade.


Esta é de caras a campanha de hacking mais mediática até à data e deve dizer-se, tem tido um considerável sucesso. Um porta-voz para o grupo por trás da operação Payback declarou que eles atacavam de todos aqueles que se foram "curvando à pressão do governo".

O que isso diz isto sobre o poder da Internet? Nada que os especialistas não soubessem já mas para o público em geral e para os média, é um choque saberem que os hackers podem ser influentes e ocupar as primeiras páginas por causas politicas e não apenas, como julga o comum dos cidadãos, porque se dedicam a roubar informação com intuitos criminosos.


Pequenos ataques de desfiguração por razões políticas, ou apenas por diversão, são muito comuns e acontecem todos os dias, mas este é um fenómeno completamente novo, agora estamos a lidar com um poder potencialmente global e esta guerra digital pode desencadear algumas respostas legislativas pesadas por parte dos governos do mundo inteiro.